domingo, 15 de outubro de 2017

Refletindo...

Ao completar o quadro com os Modelos Epistemológicos, tive dificuldade em me encaixar em algum deles. Depois de refletir muito percebi que sou um pouco de cada modelo. lembro de que no magistério estudamos sobre os modelos e meu professor nos colocou que cada um de nós deveria pegar para si o que cada um tem de bom e cuidar para não praticar o que tem de negativo.
Acho que acabei por me moldar entre eles um pouco de cada, quando uma turma requer mais disciplina um pouco mais de empirismo e quando é uma turma que inspira desafios construtivismo, e assim por diante, algo tão complexo e tão simples que parece fazer parte da essência, mas não somos instigados a procurar entender o que cada aluno precisa de nós para aprender.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Culturas e opiniões

Trabalho na escola de educação infantil do meu bairro, quando iniciei era aproximadamente 60 crianças, hoje temos o dobro, devido ao surgimento de uma invasão irregular próximo a escola, com isso houve uma grande mudança em relação as características das crianças que eram atendidas pela escola. São criança vindas de outros lugares, em situação de vulnerabilidade social, de famílias desestruturadas, muitas não moram com os pais, e com isso também mudou o modo de tratar as crianças, hoje há uma preocupação em como conversar, sobre como podemos tratar pais e alunos.
Muitas vezes há um receio de chamar um responsável e conversar e a pessoa nos interpretar de forma equivocada. São pessoas com uma cultura diferente, muitas ficam pouco tempo e logo já vão em bora.
E fazendo a atividade de filosofia, me remeteu a esse problema que a escola vem enfrentando, são novos alunos com situações e cultura diferente da que tínhamos até bem pouco tempo na escola.  

domingo, 1 de outubro de 2017

Ética?

Quando penso em ética, primeiramente penso em como as pessoas me veem perante minhas atitudes, trago para minha sala de aula, para meus alunos como me veem.
Minhas atitudes como educadora irá refletir nos meus alunos, e cobro de minhas colegas atitudes que vão ajudar na construção da ética nos pequenos.
A escola é um espaço importante desta construção, a diversidade de situações onde podemos intervir, mostrando o que é certo ou errado.
Procurei algo que vem de encontro ao que eu considero importante para essa construção e essa reportagem é uma ótima leitura.

http://ensinofundamental.uol.com.br/2017/02/22/principios-eticos-para-criancas/

Dossiê de Inclusão

Ao relatar as particularidades da minha escola e como é feita a investigação quando se desconfia que alguma criança pode ter algum tipo de necessidade especiais, tanto na escola quanto no CRAE é feitas entrevistas para saber se há necessidades de atendimento, se os pais devem procurar profissionais para o acompanhamento da criança, até porque para ter um acompanhamento de uma professora para o aluno necessitamos de um laudo.
Mas o que tenho pra relatar é que ao fazer o dossiê lembrei de um menino do maternal I, que vinham relatando um comportamento estranho, ele era muito arredio, não se relacionava com os colegas, muitas vezes, todos envolvidos com uma atividade e ele lá sentado passível a o que acontecia, foi chamada a mãe na escola, relatamos o que vinha acontecendo, da diferença e como de praxe foi encaminhado ao CRAE, a mãe muito atenciosa disse que iria levar e agradeceu.
Desde esse dia o aluno começou a frequentar pouco a escola e logo parou de ir, perguntei a uma outra mãe se ela sabia o que estava acontecendo e ela me disse que eles iriam se mudar.
Resumindo eles não se mudaram, a mãe não levou mais para a escola pra não ter que levar no CRAE, ela não gostou do alerta da escola. Sabemos que ele tem algum problema, e que se fosse diagnosticado ele não teria prejuízos futuros mas a mãe não quis procurar ajuda. Não a condeno pois não é uma situação fácil, mas um dia ela será chamada novamente na escola e iram questioná-la novamente.  

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Menina bonita do laço de fita"

Trabalhar com os alunos as diferenças raciais requer sensibilidade para mostrar ao mesmo tempo que não devemos excluir ninguém, por sua diferença e ao mesmo tempo ensinar que todos somos iguais e todos tem o mesmo direito.
Na atividade com a história, percebi que as crianças estão mais receptivas a essas diferenças, lembro que alguns anos quando trabalhei com alunos em outra escola a mesma história eles riram da boneca.
Entendi o quanto foi importante e é importante ainda trabalhar as diferenças com as crianças.
Também não posso deixar de registrar um fato que aconteceu na escola, temos um menino negro no berço, é a criança mais fofa se parece muito com meu sobrinho quando bebê. Esses dias uma criança do maternal 1 entrou no berçário com a professora e o menino veio próximo a ela, essa menina chamou de feio, disse que era para ele sair de perto, a professora a repreendeu, ficamos todas sem ação, como uma menina da idade dela poderia ter uma atitude tão agressiva. Penso que essa atitude pode ser pela convivência com os adultos porque criança não nasce racista.
Essa foto é da turma do Pré-B depois de ter contado a história.

domingo, 3 de setembro de 2017

Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais

Esse assunto me toca profundamente, Há um ano e quatro meses temos um novo membro na família, ela nasceu com Hidrocefalia, e de lá pra cá, transformou a vida de todos, mesmo com todos os problemas acarretados pela hidro, ela é a criança mais alegre que conheço.
Mostrou para nós o que é ser guerreira, pois já passou por duas cirurgias, para  colocação da válvula  e a troca da mesma. E ela continua sorrindo, não tem tempo ruim para ela, só fica brava quando negam doce.
Mas ela está muito bem, ela interage,e a cada conquista é uma festa, ontem a noite saiu um "vooovvó", ainda não sabemos até onde ela vai na aprendizagem, até porque não se tem ideia o quanto ela vai desenvolver, mas ela tem nos surpreendido.
A minha sobrinha Malú é de mais, é de se apaixonar .

Qual é a diferença em ser diferente?

Porque nos causa estranheza com o diferente? Essa pergunta me deixa muito inquieta pois por mais que seja natural sermos todos diferentes, isso nos afeta, para alguns é insuportável perceber ou conviver com essas diferenças.
Faz com que a intolerância aflore das formas mais diversas e perigosas, vai desde uma ofensa verbal a agressão física.