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sábado, 2 de dezembro de 2017

Censo e a declaração de raça

O Censo é um assunto que por ser eu quem o realizo todos os anos, já tenho alguma facilidade em falar sobre ele.
A declaração de raça é um dos itens importantes para os estudos da população, assim podendo traçar políticas que abranjam a todos na escola, mas o que vejo ao preencher a ficha de matricula de um aluno novo é o desconforto e a incerteza de alguns pais na hora de responder a declaração de raça.
Alguns olham para as crianças, parecendo analisar de que raça seu filho é? Outros simplesmente dizem "Branca ou Parda, não sei bem", e ai te olham com um olhar de que espera que eu responda.
As vezes eu coloco" não declarada", outras, eu influencio, pra obter uma resposta.
Em uma aula a professora nos indagou sobre esta questão e depois de toda a conversa, minhas certezas viraram duvidas. Sou negra ou Parda? Há tantas questões envolvidas que achei melhor no dia da aula não responder, e a duvida permanece,pois seria de extrema importância eu conhecer minha árvore genealógica para responder minha duvida, assim como muitos pais que vão a escola matricular seus filhos.

domingo, 12 de novembro de 2017

Sobre os vídeos...

A amostra de vídeos explorou as diversidades encontradas pelas colegas ao longo da proposta de trabalho.
Desde a singela senhora que construiu sua vida vendendo pães de carroça até o misterioso Sambaqui, onde uma professora brincava quando criança.
Vimos que são pessoas de atitudes e hábitos diferentes do nossos, e que discutimos essas questões que para nossos olhares causam estranhamento, culturas que vão na contra mão nossa, dos nossos conceitos. O que dizer das mães que não gostam que seus filhos brinquem o hallowen, mas mandam seus filhos abraçarem o Papai Noel.
Mas o que fica desta amostra é que sim somos diferentes, e temos que respeitar a todos e suas culturas.

O que ensinar?

O STF, Superior Tribunal Federal, trouxe a tona uma questão importante e que trás uma preocupação pois, ao autorizar que as escolas priorizem o Ensino religioso de uma religião específica, faz com que haja uma disputa para qual religião será escolhida e deixa as outras religiões de fora do alcance dos alunos.
Ainda está em caráter de organização, pois cabe aos Estados e Municípios organizar as especificações necessárias para que no próximo ano se inicie o Ensino Religioso de forma confessional.
Podemos ver que de um modo político o STF, tentou contentar a todos, mas ficou claro que essa autorização tem dois lados.
Sabemos que o Ensino Religioso é facultativo, mas penso que como está sendo lecionado hoje, indo para um lado mais plural, faz com que os alunos optem pelo Ensino Religioso.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

"Menina bonita do laço de fita"

Trabalhar com os alunos as diferenças raciais requer sensibilidade para mostrar ao mesmo tempo que não devemos excluir ninguém, por sua diferença e ao mesmo tempo ensinar que todos somos iguais e todos tem o mesmo direito.
Na atividade com a história, percebi que as crianças estão mais receptivas a essas diferenças, lembro que alguns anos quando trabalhei com alunos em outra escola a mesma história eles riram da boneca.
Entendi o quanto foi importante e é importante ainda trabalhar as diferenças com as crianças.
Também não posso deixar de registrar um fato que aconteceu na escola, temos um menino negro no berço, é a criança mais fofa se parece muito com meu sobrinho quando bebê. Esses dias uma criança do maternal 1 entrou no berçário com a professora e o menino veio próximo a ela, essa menina chamou de feio, disse que era para ele sair de perto, a professora a repreendeu, ficamos todas sem ação, como uma menina da idade dela poderia ter uma atitude tão agressiva. Penso que essa atitude pode ser pela convivência com os adultos porque criança não nasce racista.
Essa foto é da turma do Pré-B depois de ter contado a história.

domingo, 3 de setembro de 2017

Qual é a diferença em ser diferente?

Porque nos causa estranheza com o diferente? Essa pergunta me deixa muito inquieta pois por mais que seja natural sermos todos diferentes, isso nos afeta, para alguns é insuportável perceber ou conviver com essas diferenças.
Faz com que a intolerância aflore das formas mais diversas e perigosas, vai desde uma ofensa verbal a agressão física.