sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Infância Soft

       Essa é a postagem favorita pois não há nada melhor do que falar de bebes, mas a mídia nos coloca uma imagem de bebê perfeito, loirinho, gordinho, com a pele lisinha e muito risonho.
       A o pensar neste post a imagem que veio a mim foi exatamente essa.
                 Poderíamos pensa que foi o acaso, uma coisa comum, mas e os outros bebes que não se encaixam nesse perfil não aparecem em propagandas.                                                                                    
Esses bebes não existem de acordo com a mídia, bebes comuns não vendem.
Trabalho numa escola de educação infantil, e a melhor parte do dia é a que eu passo no berçário, nem que seja 10 minutos ou para ajudar a dar almoço, ou pra acalmar um bebê que chora.                           
Então acho que as "marcas" deveriam usar sim bebes comuns para suas propagandas. 

Erotização infantil

A mídia tem explorado a criança em propagandas, utilizando um esteriótipo adulto e sexualizando a criança.
Essa exploração de propagandas usando crianças teve início na década de 50 e de lá pra cá a mídia descobriu nas crianças consumidores em potencial, mudando o modo de atender os clientes em shopping e mercados.                                                                                                                           
Tudo isso trouxe uma nova imagem de criança produzida pela mídia. Mostrando a nós como temos que vesti-los, cuidar do corpo, e até as diferenças de gênero.
Na escola vejo muito nas brincadeiras principalmente entre as meninas, já usam maquiagem e um salto alto discreto. Na hora da brincadeira ficam em grupo escovando o cabelo e se maquiando.


Pré-B

     Percebo na turma em que trabalho alguns estão na fase de latência, principalmente as meninas, claro que nem todas é perceptível, mas quando fazem a brincadeira:
            "Prô! O João disse que a Joana é bonita!"
   Todos riem e os envolvidos ficam chateados e envergonhados, e quem fez a brincadeira cai na gargalhada.
   É recorrente todos brincam e choram por essa brincadeira que até então eu não sabia o motivo da insistência nassa brincadeira. Agora sei que eles estão na fase de latência e há adormecimento da sexualidade e essa brincadeira traz constrangimento aos envolvidos.
              "Prô! A Maria disse que é namorada do Murilo!"
   E lá vou eu resolver mais um conflito.  

Dificuldade na alfabetização.

Nós professores temos que ter consciência que nossos alunos estão em momentos diferentes de aprendizagem, alguns carregam uma bagagem enorme no que diz respeito a alfabetização, pois vivem em ambientes letrados e incentivadores deste conhecimento.
A exemplos em minha escola,  muitos alunos são de famílias humildes e só tem acesso a um ambiente letrado na escola.
  Outros que não frequentaram a escola nos outros anos, chegaram a pré-escola prontos, pois o acesso a esse ambiente letrado foi proporcionado pelos pais.
  Comparar esses dois grupos de alunos, requer atenção,que foi estimulado, muito bem, teve acesso a leitura em outros momentos e tem se desenvolvido sem maiores problemas com a alfabetização.
  Tenho dois alunos que quando estão assíduos na escola, ótimo, estão progredindo e por algum motivo as mães não trazem a escola por dois ou três dias, e há uma perda dessa continuidade enorme.
  Na escola há todo tipo de incentivo para o desenvolvimento do aluno e quando tem essa quebre na rotina os alunos passam por dificuldades em acompanhar a rotina e as atividades da escola, dificultando assim o desenvolvimento da alfabetização como tantos outros: como socialização e a adaptação ao ambiente escolar.

Aprender a ler e escrever tem que ter...

                                               Música,dança e brincadeiras
  Quando penso em Educação Infantil não consigo separar essas três palavras. Na sala de aula tem muita música, dança e brincadeiras. A música é muito importante para o desenvolvimento da alfabetização.
   Esse momento da vida da criança é de inteiração com as brincadeiras, ela está desenvolvendo a criatividade e imaginação.  
Ter um espaço rico que incentive a leitura e a curiosidade sobre ela.
Quantas histórias nós já contamos e recontamos e todas diferentes com o mesmo livro.
Os alunos adoram fazer a leitura dos livros.


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

                                                           Mídia e Infância
           Trabalho muito com música e sempre me pedem pra colocar a música da Frozem e aí todas as meninas cantam e dançam a coreografia, acho interessante também quando estão assistindo o filme, as crianças já decoraram boa parte das falas do filme e falam junto com os personagens.
           Fomos brincar de mimica e lá apareceu a Frozem e eu achando que iriam imitar animais, só apareceu super-herói.
          Cheguei a conclusão que a mídia está enraizada no cotidiano das crianças, nos trazendo um novo modo de ser criança. Implicando também no modo de conduzir a aprendizagem na escola.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

                                                 Sexualidade Infantil
                         A sexualidade infantil não corresponde a sexualidade genital ou a o ato sexual, Freud explica que a sexualidade infantil é tudo que trás prazer a o bebê a criança.
                         No início da vida o que dá prazer a criança é a sucção, a amamentação, a sucção do dedo e tudo o que possa levar a boca.
                          Tenho um menino na escola de 3 anos, morde todos os colegas, a educadora já não sabe o que faz para que o menino não continue com as mordidas.
                         Antes de iniciar os meus estudos ela me perguntou o que poderia fazer para parar com as mordidas do menino, fui pesquisar e alguns site aconselhavam a dar revistas para rasgar, manipular massinhas, e muitas brincadeiras ao ar livre. Hoje estou consciente de que é uma fase e que o menino não é maldoso ou que morde porque quer machucar o colega.
                        Este relato já foi em uma atividade, mas como me preocupei muito com as atitudes que tomamos vou relata-la.
                       Uma menina de 2 anos, está colocando a mão nas fezes e passa a não no armário na parede deixando as educadoras apavoradas, perguntei a mãe se acontecia em casa e ela me relatou que acontece muitas vezes mas a postura dela é diferente das nossas educadoras e a mãe acaba dando palmadas na menina.
                     Agora que tive a oportunidade de estudar sobre a sexualidade infantil e saber que a menina está na fase anal e que devemos ter cuidado de como trabalhar para que não ocorra mais episódios com as fezes, sei que na escola ela está tendo um atendimento adequado, já a mãe da menina me relatou que em casa ela ainda recebe palmadas depois que coloca a mão nas fezes.  
                   Minha preocupação agora é que se for trabalhada de forma que a criança passe dessa fase tranquilamente ela possa ter problemas futuros, um exemplo que Freud nos dá é a fixação por limpeza.